Conselho de Ministros aprovo o afastamento de Manuel de Araújo no cargo de presidente do Município da Cidade de Quelimane. Entreanto De Araujo afirma não ter sido informado sobre o seu afastamento , tendo acompanhado pela imprensa.

“Era um passo expectável. Estávamos à espera que a qualquer momento o Conselho de Ministros tomasse esta decisão. Nós estamos num Estado de Direito, onde as partes têm o direito de ser ouvidas. Até aqui, nós sequer recebemos a deliberação da Assembleia Municipal, que decorreu na semana passada. Não recebemos também nenhuma informação da tutela administrativa, fosse da parte da tutela aqui ao nível da província, quer do Conselho de Ministros”, disse Manuel de Araújo.

Manuel de Araújo acrescenta dizendo que vai agir conforme a lei, do momento, aguarda pela notificação. “Ouvimos pela imprensa e o que temos a dizer é que vamos exercer o nosso direito que a lei mãe da Constituição da República e demais legislação nos concede. Mas primeiro estamos à espera; temos que receber. Não podemos agir de acordo com o que se ouve”.
Entretanto Manuel de Araújo diz que está inconformado com o afastamento no cargo de presidente de Conselho Municipal de Quelimane, mas afirma não estar surpreso com a decisão.

De Araujo denuncia também que tem sido alvo de ameaças de morte desde que foi apresentado publicamente como cabeça de lista da Renamo nas eleições autárquicas, marcadas para 10 de Outubro.
De acordo com o porta-voz da polícia na província da Zambézia, Sidner Lonzo, já foram tomadas as medidas de segurança para garantir a segurança de Manuel de Araújo.

“A polícia, junto aos serviços provinciais de investigação criminal, está neste momento a trabalhar para identificar as pessoas que proferem ameaças contra Manuel de Araújo, mas ainda não temos pistas a seguir. As vias de ameaças são essas reportadas por mensagens telefónicas”, disse Lonzo.

Manuel de Araújo diz que não é a primeira vez que sofre ameaças.
“Em plena sessão da Assembleia Municipal, fui ameaçado de morte. E na Praça dos Heróis, no dia 7 de abril do ano passado, um antigo combatente também me ameaçou de morte. O que fazemos sempre é alertar as autoridades e eles vão tomar as providências cautelares que acharem”.