Em consequência de terem se juntado a Renamo por suposta falta de convivência política no seu antigo partido, seis Membros da bancada do movimento democrático de Moçambique (MDM) perderam os seus mandatos na Assembleia Municipal de Maputo.

Os motivos para a tomada desta decisão são os mesmos que serviram de suporte para decretar a perda de mandato do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), Manuel de Araújo: na vigência de mandato passaram de um partido para o outro.

Tratando-se de Ismael Nhacucue, ex-chefe da bancada do MDM naquele órgão deliberativo, Rui Munona, que também era delegado político distrital de KaLhamanculo, Armando Paia, que estava afecto ao sector de mobilização, William Savangune, Ismael Cassamo e Carlos Tembe. Este último permaneceu 5 anos como membro do “galo” na AMM.

Alegando que estava a ser “marginalizado”, ele abandonou o partido e juntou-se a um movimento cívico denominado Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM), pelo qual é cabeça de lista pela cidade de Maputo nas eleições autárquicas de 10 de Outubro próximo.

Ismael Nhacucue alegou que no antigo partido não se admite ideias contrárias ao pensamento da família Simango. Aquando da sua apresentação pública e de outros dissidentes do MDM como membros da Renamo o líder era Venâncio Mondlane, ora fora da corrida eleitoral.

Sobre a resolução da AMM, Ismael Nhacucue prometeu recorrer ao Tribunal Administrativo, porque na sua opinião “é ilegal”.

Porém, Augusto Mbanzo, candidato do MDM à autarquia da capital moçambicana nas eleições que se avizinham, considerou que a deliberação que retira os mandatos aos seus ex-correligionários segue o que a lei impõe e fica reposto o funcionamento normal da AMM.